Regra 50 30 20: como dividir o seu salário
A regra 50 30 20 divide o salário líquido em três partes: 50% para as necessidades (aluguel, contas, mercado, transporte), 30% para as vontades (lazer, delivery, roupas) e 20% para guardar. Com um salário de R$ 2.800, isso dá R$ 1.400, R$ 840 e R$ 560. Se as suas necessidades passam de 50%, a regra continua útil como referência: você começa com outras proporções e vai se aproximando dela aos poucos.
Como aplicar a regra 50 30 20
- Use o salário líquido, o que cai na conta, e não o bruto da carteira.
- Calcule as três partes: multiplique o salário por 0,5, por 0,3 e por 0,2.
- Some as suas necessidades reais do mês: aluguel, contas, mercado, transporte, remédios, parcelas obrigatórias.
- Compare com os 50%. Se passou, tire a diferença primeiro das vontades, não da poupança inteira.
- No dia do pagamento, separe a parte da poupança antes de tudo.
- Acompanhe as vontades durante o mês: é a parte que mais escapa.
Exemplo real com R$ 2.800
Pela regra: R$ 1.400 para necessidades, R$ 840 para vontades e R$ 560 para guardar. Na vida real da Camila, aluguel de R$ 1.000, contas de R$ 350, mercado de R$ 500 e transporte de R$ 200 somam R$ 2.050 de necessidades, 73% do salário. Sobram R$ 750. Ela fica com uma versão 73/17/10: R$ 470 para as vontades e R$ 280 guardados. Não é 50 30 20, mas cada real tem destino, e o próximo passo dela é renegociar a internet e o celular para baixar as necessidades.
E quando o aluguel come metade do salário?
Para quem ganha perto de R$ 3.000 numa capital, só o aluguel pode passar de um terço da renda. Nesses casos, insistir nos 50% de necessidades gera culpa e faz a pessoa desistir. A regra é um ponto de chegada, não uma prova em que você passa ou reprova.
Na prática: mantenha as três partes, aceite proporções diferentes por enquanto (70/20/10, por exemplo) e não deixe a poupança chegar a zero. Cada conta renegociada ou assinatura cancelada aproxima você dos 50 30 20. No Sève, seus gastos caem nesses três envelopes e o valor do dia já desconta aluguel, contas e o que você vai guardar.
O que entra em cada parte
Necessidades: o que você teria que pagar mesmo num mês difícil. Aluguel ou condomínio, luz, água, gás, internet, celular, mercado do básico, transporte para o trabalho, remédios.
Vontades: o que deixa a vida mais leve, mas poderia ser cortado. Restaurante, delivery, streaming, roupa nova, saídas, viagens.
Poupança: primeiro uma reserva para imprevistos, depois objetivos maiores. Se você tem uma dívida cara, como o rotativo do cartão, parte dos 20% pode ir para quitá-la.
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Perguntas frequentes
A regra 50 30 20 usa o salário bruto ou o líquido?
O líquido: o que de fato cai na sua conta depois do INSS e do imposto de renda. Usar o bruto faz parecer que você tem mais dinheiro do que tem.
Parcela do cartão é necessidade ou vontade?
Depende do que foi comprado. A geladeira parcelada é necessidade; o celular novo trocado por vontade é vontade. Se você está pagando uma dívida, trate como necessidade até quitar.
Posso usar outra proporção, como 70 20 10?
Pode. A 50 30 20 é uma referência. Com salário mais baixo, 70/20/10 ou 60/30/10 costumam ser mais realistas no começo. O que importa é manter as três partes e guardar alguma coisa todo mês.
O 13º salário entra na regra 50 30 20?
Pode entrar, mas ele é uma boa chance de reforçar a poupança ou quitar uma dívida, já que as contas fixas do mês estão pagas pelo salário normal. Muita gente guarda uma fatia maior dele.
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